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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um homem para fazer amor....

Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado...
seria bom se fosse alegre e amigo...
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele

era meu amigo, mas não tinha paixão por mim.
Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com

vontade de viver, que se emocionasse...
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional

demais. Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava
o tempo todo e ameaçava suicidar-se.
Descobri então, que precisava de um rapaz estável.

Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o

que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as
mesmas coisas - dormir no mesmo lado da cama, feira no
sábado e cinema no domingo.
Era totalmente previsível e nunca nada o excitava.
A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava

de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito,

falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo.
Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar

nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me
fez sentir tão miserável, quanto feliz.
No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele

construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente...
Mais tarde, encontrei um homem inteligente, ambicioso

e com os pés no chão.
Apartamento próprio, casa na praia, carro
importado...solteiro e sem rolos!
Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso

que me trocou por uma herdeira...
Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens que sabem fazer amor...

E só!
Nada como a simplicidade...

O texto acima é atribuído a Martha Medeiros. 



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Meu desabafo....

 Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.
Quando você se perguntar do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas. Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor. Você prefere o nada, simplesmente para não doer. Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor que me ensina a amar melhor...
Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão... E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço... Prefiro o amargo sabor do não a nunca ter tido coragem de sair da dúvida... Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar! Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado... Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração... Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente. Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver comtoda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada... Não há  de fato  algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o nada. E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...
Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar... Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo... Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração... Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros...Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vai doer de novo e, sobretudo, VOU amar mais uma vez...


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Flores-de-lotus


A flor-de-lótus, parente asiática da nossa velha conhecida vitória-régia, é uma planta aquática importantíssima para a maioria das culturas orientais. Símbolo religioso tanto para budistas quanto para hinduístas, também deixa os cientistas perplexos por suas pétalas autolimpantes e por ser o único vegetal capaz, assim como os mamíferos, de controlar sua temperatura interna.
Além disso também é uma planta extremamente versátil, podendo germinar tanto na água quanto na terra úmida, ou mesmo na lama. Mesmo nascendo no fundo do pântano, seu robusto caule projeta-se através do lodo e da água e chega à superfície, onde surge sua flor característica. Já foram plantadas sementes com mais de 1300 anos de idade…e germinaram.
Por se manter bela e limpa mesmo no ambiente adverso do pântano, a lótus é considerada um símbolo de pureza, geralmente as gravuras orientais representando divindades ou indivíduos espitualmente elevados os mostram sobre uma flor-de-lótus. A jornada da planta do lodo à superfície também é usada como modelo de evolução espiritual.
Nós, de certa forma,  também  somos mudas chafurdando nos lamaçais da vida. Não escolhemos onde nascemos e, muitas vezes, nem as pessoas com quem convivemos. No decorrer de nossa existência testemunhamos (ou somos vítimas) das mais diversas formas de sujeira da humanidade. Seja corrupção, violência, preconceito ou demais mazelas de nossa sociedade.
Muitos tentam evitar a sujeira isolando-se, mas observando a flor aprendemos que o segredo não está no ambiente, e sim em nós. Aqueles que cultivam as próprias virtudes enxergam como o pântano que nos cerca não é tão sombrio quanto nos faz pensar nossa própria ignorância, eles perdem o medo da sujeira e tornam-se imunes a ela, convivendo sem se deixar macular.
Neste momento atingem a pureza, que aos nossos olhos se traduz como beleza, e sua simples presença ilumina o ambiente. É identificando estas flores-de-lótus já desabrochadas e seguindo seu exemplo que nós, pobres mudas do lamaçal, podemos planejar nosso desenvolvimento e partir em busca de nosso próprio caminho para a superfície.
E você, tem cultivado sua flor do pântano?


Solidão da Alma.

Talvez não haja no universo sentimento mais profundo do que este: solidão interior. Aquela solidão da alma. A constatação fria e inegável de que, não importa o quanto eu esteja cercada de coisas e pessoas, ou o quanto outras criaturas tenham contribuído com a minha caminhada, em minha consciência eu estou sempre só, comigo mesma. Enfim, sós... Eis que, em algum momento de minha existência, minha consciência me força à transformação, à total, profunda e sincera revisão de tudo em que vinha acreditando. Ela me faz olhar novamente para tudo o que fiz, construi e aprendi e, de forma implacável, me coloca frente à frente com tudo que sou, de verdade, e nem sequer imaginava. 

Não há fuga possível, não há como ou onde esconder-me. É como se todas as máscaras caíssem ao mesmo tempo e eu fosse obrigada a olhar num espelho vivo e límpido, onde estão refletidas todas as minhas verdadeiras emoções, idéias, necessidades e tropeços. Meus medos e minhas carências.

E, ao me deparar com tanto da minha verdadeira essência que eu desconhecia e ignorava, é como se algo se rompesse dentro de mim e criasse um imenso vazio, que me engole e deixa sem chão e sem teto, flutuando, em completa suspensão. É como se eu vagasse dentro de meu próprio vazio interior.
As referências momentaneamente se confundem, como se, o tempo todo, eu estivesse seguindo um mapa falso, para um tesouro que idealizei, mas nunca existiu.
As crenças parecem diluir-se, como se não passassem de bonecos de açúcar, que criei apenas para me adoçar a existência, enquanto estava ocupada demais sonhando acordada.
As certezas se transformam em dúvidas, como se tudo o que eu sabia não passasse de um enredo destinado apenas a justificar a mim mesma.
O que fazia sentido fica pálido e borrado, como se o meu universo fosse apenas o produto de uma imaginação muito fértil, ou a lembrança de um sonho muito vívido, ou uma alucinação.
E tudo o que tenho é apenas a mim mesma, em toda a minha realidade nua e crua. Nem mais, nem menos. Sou eu me despindo para mim mesma, como nunca havia feito antes...
E, então, vem a dor... A dor de perceber que, talvez, essa solidão seja apenas reflexo de uma escolha, uma postura, uma crença equivocada. A dor de saber que quem se afastou fui eu mesma, num movimento de defesa infantil e inconsciente, numa fuga assustada por medo de sofrer, ou de perder, ou de ser esquecida. A dor de me dar conta de que, o tempo todo, fugi apenas de mim mesma e que os outros apenas respeitaram a minha fuga, deixando-me fugir.
E a dor, às vezes, é tanta e tão grande, que faltam forças para sair do lugar, falta energia para fazê-la parar ou mesmo para olhar para ela. Ela dói no corpo e na alma, dói por dentro e por fora, dói pesado e profundo.
Não pretendo anestesiá-la, não pretendo também ignorá-la. Não desta vez. Quero experimentá-la até a última gota, se possível, se eu suportar. Quero abraçá-la para que ela se transforme em luz, a luz que ainda não tive coragem de buscar para me orientar em meus caminhos.
Não quero apenas passar por ela, mas passar com ela, caminhar com ela, compartilhar seus segredos, conhecer sua história. A minha história.
No entanto, eu e ela estamos no mundo. E, estando no mundo, caminhamos com outras pessoas. Pessoas que estão em outros momentos, pessoas que têm outras necessidades, pessoas que só conseguem ver em mim o que já conhecem, sem conseguir, nem de leve, suspeitar do que também sou, e elas não conhecem e não conseguem perceber e compreender. E nem mesmo eu conheço bem...
E não há como explicar. Não há como colocar em palavras essa solidão que dói em meio a tanta gente, essa solidão plena que me faz sentir única como nunca me senti, essa solidão que me afasta de tudo e de todos e, ao mesmo tempo, quer desesperadamente estar em meio a outros que possam, ao menos, acolhê-la, exatamente como ela é.
Não há como decifrar, não há como abrir o peito e mostrar o que está acontecendo bem ali dentro, onde a dor decidiu se instalar. Não há como mostrar o coração que dói, ao lado daquele que bate, pois só eu o sinto. Só eu sinto o que ele sente...
E, na nossa dor, somos cúmplices um do outro, nessa solidão que é triste, mas não é tristeza. Essa solidão que assusta, mas não é medo. Essa solidão que machuca, mas não deixa ferida. Uma solidão que é mais que estar sozinho, pois é solidão da alma.

(Maísa Intelisano)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PRECISAMOS TER AMANTES...


Adorei este TEXTO.
 Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.

Elas me contam que suas vidas transcorrem monotonamente e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram de dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu veredicto, Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!" Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas com o meu conselho, eu explico o seguinte: AMANTE é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro mas que nos desperta as maiores paixões e sensações indescritíveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho quando é vocacional, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto... Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "durar".

E o que é "durar"? Durar é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é a preocupação com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Durar é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo contentar-se com a incerta e frágil sugestão de que talvez possamos fazer amanhã. Por favor, não se empenhe em "durar", procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da vida. Pense que o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.

O trágico é não se animar a viver; enquanto isso, e sem mais delongas, procure um amante...

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para estar satisfeito, ativo e sentir-se feliz, é preciso namorar a vida." 
(Dr. Jorge Bucay - Tradução do original : Hay que buscarse un amante)