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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Antes e depois do fim


 Eis me aqui novamente, 
hoje amanhã e sempre,
cada dia mais carente, precisando esquecer, 
esse meu louco querer que trago inserido no peito, 
já é quase um efeito subjugando meu ser.
Depois de ti, nunca mais serei o mesma,
faltará sempre teus beijos, e o calor do teu corpo, 
faltará teu grito rouco, acordando as madrugadas.
Mirar teu olhar parado parecendo sentir dor,
misturar o meu suor e o que de ti se desprende. 
Admirar teu ventre bailando sobre os lençóis exausto,
esperar o sol na arena dos teus braços, 
na força do teu abraço,
recuperar as energias. 
Realizar a magia no altar de teus desejos, 
batizar-te com meus beijos, nesse culto milenar,
onde o milagre AMAR, é a maior liturgia.
No dia em que te perdi, 
fiquei sem identidade, incompleta, sem sentido
, fracionada por metade, 
condenada a te buscar pelas ruas da cidade.
Procuro por ti nos caminhos que costumas andar,
em noticias de jornal que possam falar de ti. 
Não consigo reprimir esse eterno sentimento 
que nasceu dentro do peito quando te conheci,
naquele instante senti a mais completa alegria, 
eras tudo que eu queria, uma flor no meu jardim.
Exaltei tanto esse amor, contando suas virtudes em poemas,
disse tudo que tu eras para mim.
Hoje depois do fim, minhas rimas são sofridas, 
reflexos das feridas, agora que te perdi.




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