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quinta-feira, 10 de março de 2011

Da Dor de agora...



Quero chorar e não tenho lágrimas
Não, não as possuo mais! Não mais!
É que as quero todas nessa alegria que tenho
E, por malfadadas palavras, buscá-las venho

Sinto-me triste qual feliz é o boêmio
Qual o queimar da chama sem o crepitar do lenho
Ah! Quantas dores terão secado meu cais!
Algumas ainda ecoam nestes meus tristes ais.

Passei agora (para muitos) o limite do crível
E mesmo que esse meu falar seja punível
Ainda assim, jamais eu iria recuar

A presença das lágrimas não há de a dor apagar
Deixai então meu íntimo chorar
A dor da Felicidade (ainda) inexeqüível

Francisco de Sousa Vieira Filho 

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